sábado, 27 de junho de 2015

Padre José Rodrigues Valença. Testamento


“ Declaro que sou natural da Freguesia da Vila Real de São João do Cariri de Fora da Província da Paraíba do Norte, filho legítimo do Capitão José Rodrigues da Cunha Valença e de Dona Cosma Francisca da Conceição;

- E que tenho filhos [espúrio] João Emiliano de Seixas Valença, que foi por mim perfilhado e legitimado perante as justiças de Sua Majestade Imperial;

- Bem como o criei Maria d’Anunciação Valença, minha filha também [espúria], hoje falecida, por quem representam seus filhos e meus netos: José, Maria e João.

- Falecendo em minha casa e Fazenda “Liberalzinho”, deste Termo de São Bento, onde moro, quero ser sepultado em o cemitério desta Vila e minha Freguesia, com minha vestis sacerdotais, em uma sepultura aos pés das de minha finada mãe, pondo-se sobre minha sepultura uma pequena casa de madeira e sem alguma pompa”.



Nota:  Cosma Francisca da Conceição ou Cosma Caluête

 
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Arquivos de Orlando Cavalcante

Contribuição de Fábio Arruda de Lima


Felipe Neri Cavalcanti

Pais

Bento Leite Cavalcanti e Luzia Tenório


Casamentos
Em primeiras núpcias, com Teresa de Jesus Cavalcanti. O casal teve três filhos:

- Maria Joaquina Cavalcanti
- Ana Joaquina Cavalcanti, casada com João Medeiros Borges
- Manoel 


Fonte: Gente de Pernambuco,   de  Orlando Cavalcanti,  Vol 3,  pág.139.

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Informações de Cássia Carauta de Albuquerque (RJ):



Acréscimos  em negrito das Alagoas
  
1-7  - Bento Leite Cavalcanti casado com Luzia Tenório, filhos:

2-51 - João Cavalcanti, senhor do Engenho Noruega, no Cabo/PE

2-52 - Manoel Leite Cavalcanti

2-53 - Ana Cavalcanti casada com Antonio de Sá Cavalcanti, de Serinhaém/PE.

2-54 - Felipe Neri Cavalcanti casado 1ª vez Teresa de Jesus Cavalcanti pais de:

3-190 - Maria Joaquina Cavalcanti, casou na capela do Altinho - Garanhuns com Cristovão de Holanda Vasconcelos ( filho de Manoel de Holanda Calheiros de Vasconcellos  e de Paula Margarida da Silva),   pais de:

 - Claudino, batizado no oratório Riacho do Meio 26/1/1828, padrinho Manoel Felipe - Filme1365892 Item 1 (batismos 1827 e 1828) - N.S. da Conceição - Marechal Deodoro.

 - Anna Olanda Cavalcanti casada  em 20/2/1852 com Jose de Olanda Valença filho de Joaquim Valença e Paulina de Olanda  - Filme 1366004 (casamentos 1851 a 1888) - Registros Paroquiais Santa Maria Madalena - União dos Palmares, Alagoas


José Alves Bezerra Cavalcanti

No livro  São Bento do Una: formação Histórica, de Ivete de Morais Cintra e outros, volume 19, da Biblioteca Pernambucana de História Municipal, à pág 32, José Alves Bezerra Cavalcanti é mencionado como fazendo parte da Mesa da Irmandade do Senhor Bom Jesus Pai dos Pobres. A sessão é de 12 de dezembro de 1835.

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Contribuição de Clotilde Tavares

São Bento do Una

O historiador Gilvan Lemos informa em seu blog que os povoadores de São Bento do Una  eram principalmente portugueses, vindos, quase todos, não diretamente de Portugal mas da Paraíba, da região do Rio do Peixe. Almeida, Soares, Morais, Oliveira, Manso, Siqueira, Cintra, muitos outros, entre os quais os Velozo, que por serem da cidade portuguesa de Braga passaram a assinar-se Braga, assim como os  Rodrigues da Cunha, oriundos de Valença, no Minho, que trocaram o sobrenome para Valença.


História

No fértil vale do Ipojuca, nasceu no final do século XIX a cidade de São Bento, originária da Fazenda Santa Cruz e considerada berço da pecuária leiteira e da avicultura na região.

O nome da cidade teve origem na invocação que os moradores faziam ao santo, para se livrarem das cobras durante a desbravação da fazenda na formação da cidade. A complementação do nome foi feita em 1941, homenageando o Rio Una e distinguindo a cidade de outras com o mesmo nome.

A Lei 476 de 30 de abril de 1860 criou a Vila de São Bento, data essa que marca a nossa emancipação política. Em 1900, com grandes festividades São Bento passou a cidade.

A 206 km da capital São Bento do Una conta com uma área de 712,9 km2, seu acesso é feito pelas BRs 232, 423 e PE 180. limitando-se ao norte e nordeste com Belo Jardim, ao sul com Lajedo, Jupi e Jucati, ao leste com Cachoeirinha e ao oeste e noroeste com Capoeiras, Sanharó e Pesqueira. A sede do município tem uma altitude aproximada de 614 metros e coordenadas geográficas de 08 Graus 31 min. 22 seg de latitude sul e 36 Graus 06 min. 40 seg de longitude oeste, A vegetação desta unidade é formada por florestas subcaducifólica e Caducifólica, próprias das áreas agrestes. O clima é do tipo tropical chuvoso, com verão seco. A estação chuvosa se inicia em janeiro/fevereiro com término em setembro, podendo se adiantar até outubro.


Fonte: Prefeitura de São Bento do Una

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O SITIO DO UNA, é muito próximo ao rio que dá o seu nome a esta propriedade, que está situada a Vila de São Bento, florescente povoado,em que ultimamente se tem edificado boas casas de pedra e cal, e apresenta uma bela perspectiva, por estar colocado em um terreno plano e inteiramente descoberto, isto é, sem arvores em suas adjacências.Este terreno é próprio de criar, e muito sujeito a secas; porém nele há abundância d'água,posto que de má qualidade, por causa de dois grandes açudes, um mandado fazer em 1842 pelos membros da FAMILIA VALENÇA,e outro em 1855 pela Assembléia Provincial. Ainda em 1830 era essa vila uma simples fazenda, pertencente a ANTONIO ALVES, homem pardo, que cultiva a poesia e a música, passando por ótimo rabequista. Dão-lhe a paternidade da seguinte quadra:

Poço doce é sitio velho,

São Bento é mais antigo;
Mas São Bento p'ra ser santo,
Na Santa Cruz foi remido.


Estes versos são alusivos à fundação da respectiva matriz, sob a invocação de S. Bom Jesus dos Pobres, a qual teve principio em 1831. Havia divergencia entre JOSÉ CLEMENTE DA ROCHA, pai do atual vigário de Papacaça, JOÃO CLEMENTE DA ROCHA, e o Capitão JOSÉ RODRIGUES VALENÇA, progenitor dos VALENÇAS, acerca do lugar em que se devia colocar aquela igreja, querendo o primeiro que fosse na propriedade Santa Cruz, e o segundo que se erigisse ela na de S. Bento que lhe pertencia, por compra feita feita ao Capitão ANTONIO MACHADO DIAS,e que pelo lado poente está muito perto dessa outra. Então apareceu por ali, pregando missões, o Padre FRANCISCO JOSÉ CORREA, bem conhecido nesta Província, por sua celebridade de pregador e pela austeridade de sua vida, que lhe granjeou foros de santidade. Este virtuosismo varão,que morreu em 1847, em sua propriedade Fazendinha, distante meia légua da povoação de Bezerros, e onde levantou uma espaçosa casa para recolhidas, fez desaparecer essa divergência , dando preferencia a Santa Cruz. Principiou ele a edificação da Igreja, que depois continuou sob a administração de JOSÉ CLEMENTE DA ROCHA, e do referido Capitão VALENÇA, concorrendo muito para os gastos desse edificio os fazendeiros FRANCISCO CORREA DA CÂMARA, pai do Dr. MARCOS CORREA DA CAMARA TAMARINDOS, Juiz Municipal de Vila Bela, e ANASTÁCIO JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS, pai do atual do Corrente no termo de Garanhuns, ANTONIO DOS SANTOS FALCÃO. Foi ainda o Padre Correa quem deu a imagem do Senhor Bom Jesus dos Pobres, que ele próprio fizera, e se venera nessa igreja. Como o Padre , JOSÉ RODRIGUES VALENÇA, um dos protetores desse lugar, onde de 1838 a 1848 ensinou latim, com reconhecido aproveitamento de grande número de discipulos, dos quais parte se formou, parte seguiu o estado clerical, morasse naquela época com o seu pai, o Capitão JOSÉ RODRIGUES VALENÇA, na sua propriedade de São Bento, bem antes do acabaamento da igreja celebrava o sacrificio da missa, o povo que concorria para este ato religioso,costumava dizer: vamos ouvir missa em São Bento. Desta particularidade foi que se originou o nome de São Bento ,a para tal ,povoado, desaparecendo o primitivo de Santa Cruz(...).



Fonte: Diário de Pernambuco, edições de 11 de novembro e 11 dezembro de 1862




Joaquim de Holanda Cavalcante



Joaquim de Holanda Cavalcante nasceu em São Bento do Una/PE,  e foi casado com Ana Divina Cordeiro. O casal deixou os seguintes descendentes:

F1 – José de Holanda Valença (Zizi), ex-vereador de Sanharó, casado com Rita Cordeiro, residiu no Sítio Riacho Fundo deixando nove filhos, os quais estão espalhados por diferentes municípios de Pernambuco e de outros estados brasileiros. Um deles, Antônio Holanda Valença, continuou no Sítio Riacho Fundo, onde é criador, agricultor e herdou do pai a vocação política sendo vereador de Sanharó a várias legislaturas e casou-se com Maria dos Santos.

F2 – Maria Holanda Valença (Mariquinha), casada com Juvino Cordeiro Cintra. Do casal nasceu Maria das Dores, que se casou com Francisco Rodrigues Almeida, tendo os seguintes filhos:
Aurícélio, casado com Francisca dos Santos Almeida
Elenilda casada com Maílson Almeida Ferreira
Iraildes casada com Eronilson
Lindomar casada com Alexandre Joséda Silva Valença
Cristiane casado com Sandorval
Ivanilda Cristina,divorciada de Jamerson
Íris, divorciada
José Antonio, casado com Ana Cristina Silva Cavalcante

F3 Maria de Holanda Cavalcanti (Dona Sinhazinha) casada com Antonio Cordeiro Neto e com os seguintes filhos:
Raimunda – reside em Alagoas
Cloves - reside em São Beto do Uma
José Cordeiro – reside no Sítio Pedra Comprida
Cecílio Cordeiro de Holanda casado com Manzélia Barros de Holanda sendo pais de:
1) Simone Barros de Holanda Guimarães casada com Damácio Guimarães
2) Sandra Barros de Holanda
3) Suzi - solteira
4) Soraia -solteira


Pesquisa de Paulo Foester, em junho de 2011.

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Nota: Joaquim foi irmão José de Holanda Cavalcante (meu bisavô), de Maria de Holanda II e de Antonio Paulino de Holanda Filho

Cosma Caluête


Cosma Caluête foi a matriarca dos Valença de São Bento do Una (PE). Foi casada com o português José Rodrigues da Cunha (José Rodrigues Valença), com o qual teve 12 filhos.


Citações:

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Fonte: BARBALHO, Nelson. Cronologia pernambucana: subsídios para a história do Agreste e do Sertão - Volume 15 (1858-1828). Centro de Estudos de História Municipal, Fundação de Desenvolvimento Municipal do Interior de Pernambuco, 1984.

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Em Gado Brabo de Senhores e Senzalas (Coleção Tempo Municipal - FIAM/CEHM, 1988), de Ivete Cintra de Morais há uma informação sobre o nome de Cosma Caluête na nota de rodapé 8, à pág. 113:

" Luiz Paulino de Holanda Valença, filho de Joaquim Rodrigues Valença e Paulina Pessoa Cavalcanti, neto de José Rodrigues Valença e Cosma Maria da  Conceição, casado com Maria Dantas de Oliveira."

É de se supor que seu nome completo seria COSMA MARIA DA CONCEIÇÃO CALUÊTE.
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Caluête = Pau, para empalar (do malaialim kaluekki)​.

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Outros Caluête:

Francisco Romano Caluête (Teixeira, 1840 – Teixeira, 1891)

Também conhecido como “Romano da Mãe D’Água” e “Romano do Teixeira” , nasceu no Sítio Mãe D’água, em Teixeira/PB, em 1840.

Teria cerca de 30 anos por ocasião da cantoria e era considerado, então, o maior poeta-cantador do sertão da Paraíba. Descendia de uma família abastada e havia tido a instrução básica possível nas fazendas sertanejas de então e algumas leituras de ilustração.

Era proprietário de um pedaço de terra e tinha um escravo, o que mostra a distância social entre os dois. ( ALMEIDA/ALVES SOBRINHO, 1978, p. 108).

Fontes:



Pe. José Rodrigues Valença. S. Bento do Una/PE

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Uma quadra muito interessante, de autoria desconhecida, é a que diz o seguinte:

"Poço Doce é sítio velho,
São Bento é mais antigo;
Mas, São Bento para ser santo,
Na Santa Cruz foi remido."

Os historiadores interpretam que Poço Doce teria sido o nome antigo da fazenda Santa Cruz, bem próxima ao rio Una. Na fazenda São Bento existia um oratório privado onde o padre José Rodrigues Valença, filho de seu proprietário do mesmo nome, celebrava missas e fazia batizados, casamentos e demais atividades que atraiu muita gente, dando início ao arruado. Em 1832, devido à Cabanada, vaqueiros com as famílias, acampados nas matas de Panelas de Miranda, atual Panelas, emigraram para Santa Cruz. Aí se fixaram construindo casas e provocando o desenvolvimento do lugarejo com a instituição de uma feira. A título de curiosidade, a Cabanagem foi uma insurreição popular de caráter político conservador, iniciada em Pernambuco no ano de 1832, logo após a volta de Pedro I a Portugal. Essa insurreição foi totalmente sufocada em 1836.


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Fonte: Fatos & Gente São-bentenses de Épocas Diversas (23), de 29/11/2007. Coluna de Orlando Calado.

http://www.portalsbu.com.br/?sec=coluna_orlando&id=101&/fatos-gente-so-bentenses-de-pocas-diversas-23