sábado, 27 de junho de 2015

Os Cavalcanti - Chronica de Família.


Os Cavalcanti
CHRONICA DE FAMÍLIA
De Elysio de Carvalho


O texto está publicado na  Revista do Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano,  vol. 14, nº 77,  pág.  293 a 310 (setembro/1909) .


Nota:  Por estar no formato  PDF, esse texto encontra-se nas pp. 335 a 352.

Holanda Cavalcanti. Primeiro ramo

“Aparentavam–se às mais notórias grandes famíılias do nordeste: Accioli, Castello Branco, Paes Barreto, Rego Barros, Wanderley.

CATARINA DE ALBUQUERQUE. Casou com Cristóvão de Holanda de Vasconcellos, y. 1614, filho primogênito de Arnal de Holanda e de sua mulher Brites Mendes.
Há uma lenda confusa e inverificável cercando o ancestral primeiro dos Holandas em Pernambuco, Arnal de Holanda, casado com Brites Mendes a velha. Seria Arnal de Holanda filho de um certo Hendrick van Rhijnburg (Rheinburg, na forma alemãa), barãao batavo, casado com Margrete Florenz, irmã do papa Adriano VI, Adriaan Florenz–Dedel. Só que, para começar, o barão não se consegue documentar, e o papa Adriano VI, que reinou um ano, de 1522 a 1523, não teve irmãs, só dois irmãos.

Nos documentos quinhentistas em que comparece, Arnal de Holanda nada fala sobre seus pais. Sua mulher era notoriamente judaizante, Brites Mendes a velha, conforme testemunhos no pedido de ingresso na ordem de Cristo de José Gomes de Mello, que dela descendia. E havia em Portugal, na virada do século XV para o século XVI, uma família de Holandas, muito rica, de comerciantes abastados e muito viajados. Que eram judeus.

Em 15 de julho de 1561, Diogo de Holanda, “o Salomãao,” se apresenta à Inquisição. É dado como filho de dois judaizantes, Jacob de Holanda e Leonor Mendes (citada nos nobiliários como Cosma, e apelidada a Dona Rica). Nascera Diogo de Holanda, o Salomão, em 1535.

Em 5 de setembro de 1561, Francisco Jácome, irmão de Diogo, recebe armas (dever–se–ia dizer, recebe–as surpreendentemente?). Sem que se diga o motivo, nessas armas o primeiro partido reproduz o quartel principal das armas do há muito falecido papa Adriano VI. No texto da carta d’armas não consta sua filiação.

Nesse meio tempo entram em cena parentes afins dos Holandas portugueses, os Lins ou Linz von Dorndorf, fidalgos alemães, cristãos, banqueiros de Ulm, riquíıssimos e prepostos em Portugal dos Fugger, de Augsburg. Em 1564, Maximiliano II, majestade cesárea, envia carta a D. Sebastião, pedindo–lhe que atenda aos pleitos de seu vassalo Sebald Linz. Sebald Linz é genro de Francisco J´ácome, supra, e portanto sobrinho afim do judaizante Diogo de Holanda. E o filho de Sebald Linz, neto de Francisco Jácome, chamado Bartolomeu Jácome. Linz, casa–se com Joana de Gois e Vasconcelos, filha de Arnal de Holanda e de Brites Mendes.

Dois dados são relevantes aqui. Diogo “Salomão”, tio de Jácoma Mendes, mulher de Sebald Linz, apresenta–se espontaneamente à Inquisição, e é dispensado.

Sebald Linz é personagem com influência suficiente para obter da majestade cesárea uma carta em seu favor, em que é dado como ‘vassalo’ do imperador. São com certeza comerciantes ricos e influentes, esses Holandas e Lins. Mais uma coisa: Bartolomeu Jáacome Lins vive em Lisboa. Por que vai ao Brasil buscar uma mulher para se casar, se não fora devido a parentesco e às práticas endogâmicas dessa gente?

Pode–se pensar que Arnal de Holanda era também filho de Jacob de Holanda, dito Jácome de Holanda. Judaizante, casado com Brites Mendes, que, suporríamos, era irmã ou sobrinha de Cosma Mendes, ou Leonor Mendes, a Dona Rica. Vieram para o Brasil para fugir à Inquisição, que devia pesteá–los constantemente. Os que ficam em Portugal devem ter negociado — e pago bem — a carta de brasão de 1561, que lhes limpa o sangue e apaga o passado judeu.

Pais de: Bartolomeu de Holanda Cavalcanti. Seu nome vinha–lhe com certeza do tio paterno Bartolomeu Jácome Linz. y. em 6.6.1623; era casado com Justa da Costa, filha de Manuel da Costa Calheiros e de s.m. Catarina Rodrigues. C.g.

Cristóvão de Holanda de Albuquerque, que segue.

Filipe Cavalcanti de Albuquerque. Passou à Bahia em 1633, onde se fixou. C.c. Antonia Pereira Soeiro, filha de Martim Lopes Soeiro, c.g. ampla.

Segue no xc 6.

Luiz Cavalcanti, cléerigo presbíıtero.

fr. João Cavalcanti, carmelita, ainda vivo em 1666.

(….)”

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Fonte: Cavalcantis: na Itália, no Brasil. Cassia Albuquerque, Marcelo Bezerra Cavalcanti e Francisco Antonio Doria. Janeiro/2010. Rio de Janeiro
(Pág. 33 e seguintes.)

Livro:

Os Cavalcantis, by Cássia Albuquerque et al. Lulu.




Links:

Linha Genealógica dos Cavalcanti - Genealogia do Felippo Cavalcanti
http://www.myheritage.com.br/FP/newsItem.php?s=73756931&newsID=5

Holanda Cavalcanti (árvore) 
http://doria.genealogias.org/HolandaCav.pdf

Filippo Cavalcanti no Brasil
http://rosasampaiotorres.blogspot.com.br/p/filippo-cavalcanti-no-brasil.html

Cimbres, o começo de tudo


Pesqueira,  lugar de origem de alguns de meus Medeiros Valença.  Fui buscar no  blog   O
Abelhudo, do Paulinho Muniz, as informações que se seguem, de autoria de Pedro Salviano Filho* . 

«Como sede de paróquia, sob a invocação da Nª. Sª. das Montanhas, criada em 1692 pelo bispo dom Matias de Figueiredo e Melo. … [À direita] o Senado da Câmara de Cimbres foi instituído por ocasião da criação da mesma e seu termo, nos 3 de abril de 1732. » Fragmentos de texto do livro Pesqueira e o antigo Termo de Cimbres, de José de Almeida Maciel, 1980, pág. 48.

Depois de compilar alguns dados sobre “Pesqueira, terra do doce” (http://tinyurl.com/cnt3bc9  ) estive, em novembro de 2012, em Pesqueira e Cimbres. Visitando a antiga e preservada casa do Dr. Moacyr Britto de Freitas, que foi diretor-gerente da Fábrica Peixe, em Pesqueira, conhecemos a Sra. Paula Tenório de Britto, sua nora. Perguntada sobre qual o segredo da dona Dina, um dos temas da matéria citada, para tornar o doce de goiaba avermelhado, macio, mais saboroso e tão atrativo, a ponto de mudar o rumo da região, ela disse: “Aqui em casa, quando o dr. Moacyr fazia o doce de goiaba ele, no final do preparo, colocava um pouco de suco de limão. O ponto do doce era dado pelo limão”. Seria este o grande segredo da dona Dina, o limão?

Pesqueira está no sopé da Serra do Ororubá, a 655 m de altitude. Seguindo por 18 km, chega-se a Cimbres na altitude de 900m; continuando a viagem, está Ipojuca depois de 12 km e Arcoverde por mais 18 km, no fim de uma descida que chega a 664 m de altitude. E tudo por estrada asfaltada. Um interessante roteiro para se tentar começar a responder a questão: Como e quando foi o início da colonização da nossa região? Nesta ocasião vamos também “viajar” por algumas informações deixados pelos historiadores.

Em Caboclos do Urubá. Caminhos e personalidades da história de Pesqueira, Nelson Barbalho. Recife, 1977, pág. 45, escreveu:
«Toda aquela região do agreste e começo do sertão de Pernambuco, pelos indígenas que a habitavam, era tachada de “Borborema”, o que, no dialeto deles, queria dizer deserto. Em pleno “deserto”, contudo, sobressaía-se um oásis – a gigantesca serra do Urubá, onde o clima era ameno e salutar, a terra forte e fecunda. Por seus rios, córregos e riachos corria abundante água potável, havia fertilidade perene, o que constituía verdadeiro contraste naquele “certam” árido e seco. O Urubá era mesmo o oásis da Borborema, pitoresco recanto dentro de cujos limites viviam, primitivamente, índios tapuias da tribo dos “Ararobás”, nome pelo qual, de logo, ficaria popularizada a serra. A vida ali era edênica, mas, desde a invasão dos brancos, os índios pernambucanos não mais conheciam o que fosse paz, nem sossego – e, de perseguição, não esquentavam canto durante muito tempo, sobrevivendo tangidos como animais daninhos, brutalizados, escravizados, prostituídos, massacrados ou exterminados a ferro e fogo, sem apelação”… “… a criação da vila de Cimbres influiria bastante, constituindo-se ali um novo centro habitacional para onde convergiam em escala crescente novos elementos colonizadores, inclusive autoridades, sesmeiros, escravos, artesãos, funcionários públicos, agregados. Com a penetração dos brancos, incrementa-se a catequese dos índios, a qual de logo fica sob a responsabilidade de missionários jesuítas, que tratavam. O quanto antes, de edificar ali um convento e uma capela. Deste modo, em meados do século XVIII a Aldeia do Arorobá, como era então denominada, tinha por missionário um religioso da Congregação de S. Felipe Néri, e os índios que a habitavam atingiam cerca de 700 almas…. Tamanho fora, no Século XVII, o desenvolvimento da Aldeia de Ararobá, que o bispo D. Frei Matias de Figueiredo e Melo lhe confere os foros de paróquia em 1692, sob a invocação de Nossa Senhora das Montanhas. »

Em Cronologia Pernambucana. Subsídios para a história do agreste e do sertão, 2º. Volume – 1601-1630. Nelson Barbalho, Recife, 1982, pág. 112, afirma:
«… gente brava e pioneira na ocupação de terras sertanejas da região pernambucana do São Francisco, não tendo meios de fundar engenhos-de-açúcar naquelas plagas, onde o pau-brasil já começava a rarear, tornavam-se grandes criadores de gado, atividade também lucrativa e de menos dispêndio que a de senhor-de-engenho, já que as fazendas eram cuidadas, no máximo, por dez, quinze vaqueiros recrutados entre índios catequizados, degradados, portugueses, mestiços de todos os matizes, negros do mato, aventureiros de toda espécie. Perdidas nas imensidões sertanejas, as fazendas-de-criação, não tendo ainda muitas condições de impor controle severo do trabalho escravo, movimentavam-se com os vaqueiros contratados em regime de parceria – a quarteação, isto é, de cada quatro bezerros nascidos e criados, um era do vaqueiro que de fato tomava conta do gado, como pagamento das tarefas executadas após cinco anos de serviço efetivo na respectiva propriedade. Pode-se afirmar tenham sido esses homens livres ou semilivres, não proprietários de terras, os vaqueiros de quarteação, os mais legítimos conquistadores das regiões agrestino-sertanejas de Pernambuco, devastando as caatingas, abrindo veredas para os carros-de-bois, preando índios brabos, emprenhando as mulheres indígenas, fundando povoações, aceitando os negros como criaturas humanas, movimentando lugares antes inteiramente virgens da presença efetiva dos colonizadores.

Neste mesmo ano de 1614 também teria ocorrido a penetração de alguns outros sertanistas pelo interior de Pernambuco, sertões do Ararobá ou campos do Buíque, na região do rio Ipanema, em busca de prata, cujas minas ali existiriam, ao que já se propalava na época… ».

No Pesqueira secular, crônicas da velha cidade, 1980, Nelson Barbalho, pág. 29 explica mais:
«De passagem para os campos do Buíque, atrás das minas de salitre que diziam ali haver, os holandeses conheceram e atravessaram o sertão do Arorobá, nele contudo não se fixando nem deixando qualquer visível sinal de sua passagem. A região, porém, já era conhecida dos portugueses, inclusive de João Fernandes Vieira, o qual, depois do retorno de Maurício de Nassau à Holanda, em 1644, ia deixando de colaborar com os flamengos, até bandear-se de todo para o lado das forças pernambucanas de resistência ao invasor. Por sinal, com a morte do bravo pernambucano Antônio Cavalcanti, o sagaz Fernandes Vieira torna-se o “governador da liberdade divina”, chefe único da guerra contra os batavos.

Homem muito esperto, providente, oportunista, João Fernandes Vieira, após alcançar as duas espetaculares vitórias sobre os holandeses no morro dos Guararapes, em 1649, trata de pedir ao rei de Portugal toda uma série de vantagens e concessões pessoais, movimentando seus requerimentos em Lisboa através de Gaspar Berenguer de Andrade, seu procurador no reino.. Assim, entre outras várias solicitações, destaca-se uma referente a “dez léguas de terra a começar da última sesmaria da parte de Santo Antão para o interior, comprometendo-se a conquistá-las aos índios e povoá-las”… Fernandes Vieira toma posse de suas terras agrestino-sertanejas no Arorobá em 4 de outubro de 1666, nelas colocando os seus vaqueiros e gados, tudo sob a direção do feitor Manuel Caldeira, e fundando assim diversas fazendas de criação, em torno das quais, de fato, há posteriores referências em alguns documentos sesmariais de terceiros, inclusive nos processos de doação de terras ararobenses alusivos aos requerentes Pedro Correia Ferrete, David de Albuquerque Saraiva, Bento Pereira de Morais, José Fernandes e Leonel de Abreu e Lima.» 

Sobre História das lutas com os Hollandezes no Brasil desde 1624 a 1654. Francisco Adolfo de Varnhagen (Visconde de Porto Seguro) ver em   http://bit.ly/V9E7dq; outras dicas para pesquisas: Fontes repatriadas. Anotações de história colonial. Referenciais para pesquisa. Índices de catálogos da Capitania de Pernambuco:http://bit.ly/12Uz4Ch  ; Pioneiros da pesquisa histórica em Pernambuco, por Leonardo Dantas Silva, 1997: http://bit.ly/ZHmet7.

Em Cronologia Pernambucana. Subsídios para a história do agreste e do sertão, 3º. Volume – 1631-1650, Nelson Barbalho, Recife, 1982, pág. 112 diz:
«Capitão Bernardo Vieira de Melo, 5º filho de Antônio Vieira de Melo e Maria Margarida Muniz Bittencourt, vivia e residia na Muribeca e era senhor do Engenho Pindoba. Ao lado do pai e de outros parentes, lutaria bravamente contra os holandeses e em 1671, por causa disso, seria beneficiado com a doação de muitas terras no agreste e no sertão de Pernambuco, tornando-se co-proprietário da gigantesca sesmaria Ararobá».

Continuando a leitura do mesmo volume, na pág. 175 podemos ver:
«Antônio Filipe Camarão, capitão-mor dos índios a serviço de Portugal, tentando induzir o gentio colaborador dos flamengos a bandear-se para o seu lado, pois, como ”cristão”, não deveria continuar servindo a “hereges”, endereça duas cartas (uma datada de 19 de agosto de 1645), com conselhos e recriminações, dirigidas a seu primo Pedro Poti e ao índio Antônio Paraupaba.

A verdade é que a indiada de Pernambuco, via de regra, sempre fora espoliada pelos portugueses da colônia, os quais viam os índios como seres inferiores, preavam-nos, reduziam-nos à escravidão através das infames “guerras justas”, prostituíam-lhe as mulheres, roubavam-lhes as terras, perseguiam-nos a ferro e fogo, massacravam-nos, matavam-nos impunemente, enquanto os holandeses no Brasil sempre trataram os indígenas como criaturas humanas dignas de respeito e consideração, instruíam-nos, davam-lhes assistência médica e social, jamais os tornaram escravos, jamais lhes invadiram as aldeias, jamais lhes roubaram terras. »

«Em 1762 a Aldeia de Ararobá já constituía regular núcleo populacional, tendo sido, por Alvará de 3 de abril daquele ano, transformada em município e sede municipal, recebendo a denominação de Cimbres, sob a condição de vila. » Do livro Pesqueira secular, 1980, por Silvio Lins, pág. 33.



*Colaboração Dr. Pedro Salviano Filho. Arcoverdense, é médico e reside em Ivaiporã-PR.

Padre José Rodrigues Valença. Testamento


“ Declaro que sou natural da Freguesia da Vila Real de São João do Cariri de Fora da Província da Paraíba do Norte, filho legítimo do Capitão José Rodrigues da Cunha Valença e de Dona Cosma Francisca da Conceição;

- E que tenho filhos [espúrio] João Emiliano de Seixas Valença, que foi por mim perfilhado e legitimado perante as justiças de Sua Majestade Imperial;

- Bem como o criei Maria d’Anunciação Valença, minha filha também [espúria], hoje falecida, por quem representam seus filhos e meus netos: José, Maria e João.

- Falecendo em minha casa e Fazenda “Liberalzinho”, deste Termo de São Bento, onde moro, quero ser sepultado em o cemitério desta Vila e minha Freguesia, com minha vestis sacerdotais, em uma sepultura aos pés das de minha finada mãe, pondo-se sobre minha sepultura uma pequena casa de madeira e sem alguma pompa”.



Nota:  Cosma Francisca da Conceição ou Cosma Caluête

 
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Arquivos de Orlando Cavalcante

Contribuição de Fábio Arruda de Lima


Felipe Neri Cavalcanti

Pais

Bento Leite Cavalcanti e Luzia Tenório


Casamentos
Em primeiras núpcias, com Teresa de Jesus Cavalcanti. O casal teve três filhos:

- Maria Joaquina Cavalcanti
- Ana Joaquina Cavalcanti, casada com João Medeiros Borges
- Manoel 


Fonte: Gente de Pernambuco,   de  Orlando Cavalcanti,  Vol 3,  pág.139.

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Informações de Cássia Carauta de Albuquerque (RJ):



Acréscimos  em negrito das Alagoas
  
1-7  - Bento Leite Cavalcanti casado com Luzia Tenório, filhos:

2-51 - João Cavalcanti, senhor do Engenho Noruega, no Cabo/PE

2-52 - Manoel Leite Cavalcanti

2-53 - Ana Cavalcanti casada com Antonio de Sá Cavalcanti, de Serinhaém/PE.

2-54 - Felipe Neri Cavalcanti casado 1ª vez Teresa de Jesus Cavalcanti pais de:

3-190 - Maria Joaquina Cavalcanti, casou na capela do Altinho - Garanhuns com Cristovão de Holanda Vasconcelos ( filho de Manoel de Holanda Calheiros de Vasconcellos  e de Paula Margarida da Silva),   pais de:

 - Claudino, batizado no oratório Riacho do Meio 26/1/1828, padrinho Manoel Felipe - Filme1365892 Item 1 (batismos 1827 e 1828) - N.S. da Conceição - Marechal Deodoro.

 - Anna Olanda Cavalcanti casada  em 20/2/1852 com Jose de Olanda Valença filho de Joaquim Valença e Paulina de Olanda  - Filme 1366004 (casamentos 1851 a 1888) - Registros Paroquiais Santa Maria Madalena - União dos Palmares, Alagoas


José Alves Bezerra Cavalcanti

No livro  São Bento do Una: formação Histórica, de Ivete de Morais Cintra e outros, volume 19, da Biblioteca Pernambucana de História Municipal, à pág 32, José Alves Bezerra Cavalcanti é mencionado como fazendo parte da Mesa da Irmandade do Senhor Bom Jesus Pai dos Pobres. A sessão é de 12 de dezembro de 1835.

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Contribuição de Clotilde Tavares

São Bento do Una

O historiador Gilvan Lemos informa em seu blog que os povoadores de São Bento do Una  eram principalmente portugueses, vindos, quase todos, não diretamente de Portugal mas da Paraíba, da região do Rio do Peixe. Almeida, Soares, Morais, Oliveira, Manso, Siqueira, Cintra, muitos outros, entre os quais os Velozo, que por serem da cidade portuguesa de Braga passaram a assinar-se Braga, assim como os  Rodrigues da Cunha, oriundos de Valença, no Minho, que trocaram o sobrenome para Valença.


História

No fértil vale do Ipojuca, nasceu no final do século XIX a cidade de São Bento, originária da Fazenda Santa Cruz e considerada berço da pecuária leiteira e da avicultura na região.

O nome da cidade teve origem na invocação que os moradores faziam ao santo, para se livrarem das cobras durante a desbravação da fazenda na formação da cidade. A complementação do nome foi feita em 1941, homenageando o Rio Una e distinguindo a cidade de outras com o mesmo nome.

A Lei 476 de 30 de abril de 1860 criou a Vila de São Bento, data essa que marca a nossa emancipação política. Em 1900, com grandes festividades São Bento passou a cidade.

A 206 km da capital São Bento do Una conta com uma área de 712,9 km2, seu acesso é feito pelas BRs 232, 423 e PE 180. limitando-se ao norte e nordeste com Belo Jardim, ao sul com Lajedo, Jupi e Jucati, ao leste com Cachoeirinha e ao oeste e noroeste com Capoeiras, Sanharó e Pesqueira. A sede do município tem uma altitude aproximada de 614 metros e coordenadas geográficas de 08 Graus 31 min. 22 seg de latitude sul e 36 Graus 06 min. 40 seg de longitude oeste, A vegetação desta unidade é formada por florestas subcaducifólica e Caducifólica, próprias das áreas agrestes. O clima é do tipo tropical chuvoso, com verão seco. A estação chuvosa se inicia em janeiro/fevereiro com término em setembro, podendo se adiantar até outubro.


Fonte: Prefeitura de São Bento do Una

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O SITIO DO UNA, é muito próximo ao rio que dá o seu nome a esta propriedade, que está situada a Vila de São Bento, florescente povoado,em que ultimamente se tem edificado boas casas de pedra e cal, e apresenta uma bela perspectiva, por estar colocado em um terreno plano e inteiramente descoberto, isto é, sem arvores em suas adjacências.Este terreno é próprio de criar, e muito sujeito a secas; porém nele há abundância d'água,posto que de má qualidade, por causa de dois grandes açudes, um mandado fazer em 1842 pelos membros da FAMILIA VALENÇA,e outro em 1855 pela Assembléia Provincial. Ainda em 1830 era essa vila uma simples fazenda, pertencente a ANTONIO ALVES, homem pardo, que cultiva a poesia e a música, passando por ótimo rabequista. Dão-lhe a paternidade da seguinte quadra:

Poço doce é sitio velho,

São Bento é mais antigo;
Mas São Bento p'ra ser santo,
Na Santa Cruz foi remido.


Estes versos são alusivos à fundação da respectiva matriz, sob a invocação de S. Bom Jesus dos Pobres, a qual teve principio em 1831. Havia divergencia entre JOSÉ CLEMENTE DA ROCHA, pai do atual vigário de Papacaça, JOÃO CLEMENTE DA ROCHA, e o Capitão JOSÉ RODRIGUES VALENÇA, progenitor dos VALENÇAS, acerca do lugar em que se devia colocar aquela igreja, querendo o primeiro que fosse na propriedade Santa Cruz, e o segundo que se erigisse ela na de S. Bento que lhe pertencia, por compra feita feita ao Capitão ANTONIO MACHADO DIAS,e que pelo lado poente está muito perto dessa outra. Então apareceu por ali, pregando missões, o Padre FRANCISCO JOSÉ CORREA, bem conhecido nesta Província, por sua celebridade de pregador e pela austeridade de sua vida, que lhe granjeou foros de santidade. Este virtuosismo varão,que morreu em 1847, em sua propriedade Fazendinha, distante meia légua da povoação de Bezerros, e onde levantou uma espaçosa casa para recolhidas, fez desaparecer essa divergência , dando preferencia a Santa Cruz. Principiou ele a edificação da Igreja, que depois continuou sob a administração de JOSÉ CLEMENTE DA ROCHA, e do referido Capitão VALENÇA, concorrendo muito para os gastos desse edificio os fazendeiros FRANCISCO CORREA DA CÂMARA, pai do Dr. MARCOS CORREA DA CAMARA TAMARINDOS, Juiz Municipal de Vila Bela, e ANASTÁCIO JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS, pai do atual do Corrente no termo de Garanhuns, ANTONIO DOS SANTOS FALCÃO. Foi ainda o Padre Correa quem deu a imagem do Senhor Bom Jesus dos Pobres, que ele próprio fizera, e se venera nessa igreja. Como o Padre , JOSÉ RODRIGUES VALENÇA, um dos protetores desse lugar, onde de 1838 a 1848 ensinou latim, com reconhecido aproveitamento de grande número de discipulos, dos quais parte se formou, parte seguiu o estado clerical, morasse naquela época com o seu pai, o Capitão JOSÉ RODRIGUES VALENÇA, na sua propriedade de São Bento, bem antes do acabaamento da igreja celebrava o sacrificio da missa, o povo que concorria para este ato religioso,costumava dizer: vamos ouvir missa em São Bento. Desta particularidade foi que se originou o nome de São Bento ,a para tal ,povoado, desaparecendo o primitivo de Santa Cruz(...).



Fonte: Diário de Pernambuco, edições de 11 de novembro e 11 dezembro de 1862