Traçar
a genealogia de uma família não é fácil, em geral não sabemos
muito além de quem foram nossos avós e bisavós. Portanto, é
preciso começar em algum ponto e a partir daí conectar as várias
personagens e ramos familiares e, quem sabe, chegar o mais longe
possível na formação genealógica da família. É o que pretendo
fazer, partindo de uma informação da Ivete de Morais Cintra , que
no capítulo VI
do seu livro São Bento do Una: Formação Histórica (1) fala da chegada do patriarca da
família Valença, casado com Cosma Caluête, e seus doze filhos
em São Bento do Una (PE).
A
história dos Valenças de São
Bento do Una, município do interior de Pernambuco, é
repleta de fatos interessantes. A começar pelos casamentos
endogâmicos (entre os membros da família) e pela forma como a
família se disseminhou pela região (Sanharó, Pesqueira, etc.) e se
multiplicou, sendo hoje uma das famílias mais conhecidas do
Nordeste brasileiro, tendo gerado nomes importantes na música, na
política e em outras áreas. Outro particular são as origens
cristãs-novas da família, constatadas basicamente por costumes
judaicos, na maioria das vezes desconhecidos por seus praticantes.
Aliás,
o sobrenome Valença foi agregado, conforme explica Ivete M.
Cintra.logo no começo de seu texto. José
Rodrigues da Cunha substituiu o cognome “Cunha” por “Valença”,
nome de sua cidade natal, que fica na região do Minho,
Norte de Portugal.
Também é importante ressaltar uma propriedade - Baraúnas – que desde sempre esteve na família e foi palco de muitos casos. Dois acontecimentos naquelas terras me dizem respeito: o assassinato de meu bisavô, José de Holanda Cavalcanti, e o nascimento de minha mãe, Maria de Medeiros (Valença).
Também é importante ressaltar uma propriedade - Baraúnas – que desde sempre esteve na família e foi palco de muitos casos. Dois acontecimentos naquelas terras me dizem respeito: o assassinato de meu bisavô, José de Holanda Cavalcanti, e o nascimento de minha mãe, Maria de Medeiros (Valença).
Sendo
neta de Antônio Medeiros Valença e Leonor de Holanda
Valença (primos em primeiro grau), encontro no texto
referenciado de Ivete M. Cintra dois casais, filhos do patriarca dos
Valença que são meus ancestrais:
- Silvana da Conceição Valença ou Silvana Rodrigues Valença, casada com o português Jacinto Muniz de Almeida (12) que tiveram, entre outros filhos, Claudino de Almeida, casado com Cordulina de Hollanda Valença . Estes, por sua vez, tiveram vários filhos, entre os quais, Francisco Claudino de Almeida Valença, casado com Maria Aurora Medeiros Valença. Por fim, este último casal são os pais de Antônio Medeiros Valença.
Já
aqui registro um caso de endogamia, mas não o primeiro ou o único.
Antônio Medeiros Valença casou-se com uma prima em primeiro grau:
Leonor de Holanda Valença, filha de sua tia Clotilde de Almeida
Valença casada com José de Holanda Cavalcanti. Clotilde era irmã
de Francisco Claudino de Almeida Valença.
- O outro casal (Holanda Valença) ainda estou estudando, tentando fazer as tais conexões, haja vista o emaranhado de nomes similares, que se repetem geração após geração, uma forma de homenagear antepassados, ou até de parentes contemporâneos. Além disso, há alterações na ordem dos sobrenomes ( a precedência nem sempre é do sobrenome da mãe); sobrenomes são omitidos ou grafados de forma diferente em documentos diversos.
Fonte: CINTRA, Ivete de Morais; FIRMINO, Padre João: PAIVA, Adalberto de Oliveira. São Bento do Una: Formação Histórica. Recife, Centro de Estudos de História Municipal FIAM, vol 19,1983.
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Nota: O Decreto nº 5.604/1874 regulamentou o registro civil de nascimentos, casamentos e óbitos. A partir do ano seguinte, 1875, algumas cidades brasileiras (somente os grandes municípios) deram início paulatino à crição de ofícios do registro civil, os chamados "cartórios do registro civil".
Saiba mais: O Registro Civil no Brasil